quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Dona Beja


O pessoal estava visitando uma cidadezinha e tia Regina falou para seus amiguinhos vamos ao museu todos falaram- Sim- menos Carlinhos que queria brincar mas a tia Regina convenceu ele e foi contando da história do museu que era casa de Dona Beja.

Tia Regina falou que Dona Beja era apaixonada por flores ela adorava tomar banho na banheira ,com leite e na fonte da jumenta também conhecida como fonte de Dona Beja.

Tia Regina também falou que Dona Beja também gostava e todos seguiram o lago e se sentaram Sérgio ficou arrancando flores e atirando na água tia Regina falou:

- Cuidado para não acordar a princesa

- Que princesa- disse ele.

- Uma princesa que falou para ninguém arrancar um rosa ela ficou muito triste. E contou a história da princesa, que falava com as flores. E um dia uma rosa lhe contou que o rei precisava de dinheiro por isso ela teria que se casar com um velho muito feio.

A rosa falou para ela pular dentro do lago que ela não morreria, ficaria lá até que um príncipe jogasse uma rosa e a despertaria.

E assim foi o dia do baile a princesa estava triste, mas conseguiu disfarçar para que ninguém percebesse. Ela entrou no salão o rei a levou para conhecer o velho que tinha toda a feiura do mundo: Corcunda, careca e vesgo.

Depois de um tempo ela saiu para fora e fez o que a rosa recomendou e até hoje esta adormecida no lago a espera do príncipe.

Carlinho e a turma começaram a rir dele inclusive tia Regina chamou o Sérgio de “Principe Sérgio” e ele falou para Carlinhos que quando ele ser rei Sérgio ia ser o ministro e ele ia cortar a cabeça dele.
Gabriel Viana

Urutau


Conta a lenda que numa casinha velha lá no Sertão morava uma moça muito feia ela não tinha nem vontade de olhar pro espelho. Seus pais eram idosos que não queriam viver e queria deixar ela sozinhas só que não havia caboclo. Ninguém tinha coragem de se casar com ela é a moça só via suas amigas namorando casando e ela la sozinha na solidão.

Durante as tardes a moça ficava na janela do casebre e os cotovelos pontudos apoiados na madeira rústica, o rosto já estava descascando, as suas mãos magras e muito maltratadas. Ela não ficava ali por ficar havia um motivo: Ela esperava aqueles sertanejos que voltava da roça depois de um árduo dia de trabalho.

Tinha alguma esperança por eles que algum se interessaria por ela e tinha suas qualidades: era boa, trabalhadeira, boa cozinheira e uma filha excelente.

Eles passaram ali alterar os passos e tocando a aba do chapéu num cumprimento de obrigação ela respondia com um belo sorriso.

E nunca mais os sertanejos a viram na janela.

Para não ficar triste e na solidão ela ia na mata para se distrair.

Numa noite muito escura estava ela lá absorta e ouviu um tronco de um cavalo e pensou que havia esperança e imaginou que era um cavalheiro bondoso escondeu o pito e começou a se arrumar e foi andar pela estrada distraída.

O moço se aproximou e disse:

- Você poderia me indicar onde leva o caminho que leva a estrada principal?

Ela se ofereceu em acompanhá-lo. E foram de pé anti pé e ele foi puxando o cavalo na frente o cachorro indo e vindo abanando o rabo eles dois começaram a ter uma conversa agradável ele estava encantado e já estavam chegando perto da pista principal e ele se surpreendeu-a.

- Me perdoe pois nós nem nos conhecemos direito é difícil encontrar moças tão delicadas assim como você não posso perder a oportunidade você quer casar comigo? Por favor não diga não!

Foi ai que a luz iluminou o rosto da moça e sem enxergar direito viu a cara dela e não sabia o que era aquilo? Uma bruxa? E inventou uma desculpa e a deixou sozinha dizendo que ia voltar logo.

A moça concordou e sentou na pedra e ficou esperando.

Uma feiticeira que passava por ali, quis saber o que estava acontecendo, a moça lhe contou toda a história e pediu para que a fizesse voar.

A feiticeira a transformou em um pássaro Urutau e no mesmo instante ela saiu voando em busca do jovem rapaz.

Como não o encontrou, pediu a feiticeira para desfazer o feitiço. Como a feiticeira não conseguiu , a moça ficou para sempre como pássaro.

E  mesmo como pássaro tinha uma aparência horrível e seu canto parecia dizer “ foi, foi, ...”
Ellen

O Japim


 

Tia Regina, terminando seu café disse as crianças:

- Hoje vocês vão conhecer um menino chamado Ari.

A pesar de morar perto da selva Ari ficava sabendo das coisas da mata pelos outros.

Não tinha tempo de ir lá. Estava com quatorze anos e terminava o 1º grau. Seu pai, um velhinho encurvado e simpático, era dono de um armazém.

Um dos frequentadores era seu Chico era o maior contador de histórias.

Até que um dia seu Chico contou uma história de um pássaro chamado Japim.

Seu Chico falou que um dia ele foi caçar, andou e nada, mais tarde seu Chico viu um passarinho mas ele ficou com dó, mas criando coragem ele se ajeitou pois a espingarda na mira e a hora que ele foi atirar uma pedra caiu na cabeça dele, ele não caiu, mas ficou um pouco tonto, de repente, ele ouviu um nome falando:

- Não atire nesse pássaro, se você matar ele você vai ter azar para o resto da vida.

Ele perguntou porque a pedra disse:

- Conta a lenda que o Japim tinha um canto lindo, um dia os índios pegaram uma doença e esse pássaro foi la e começou a cantar toda a tribo tinha sarado e esquecido da doença.

Ma um dia o chefe da tribo pediu para ele voar pelos céus e cuidar da floresta feito isso mas sem cuidar da floresta o chefe deu-lhe um castigo o chefe teceu o seu canto e disse:

- Se você queria copiar o canto dos outros pássaros é o que vai ter.

O Japim só conseguiu cantar o canto dos outros o dele tinha sumido.

Então ele foi pedir para as vespas se ele podia morar ali perto da casa delas.

Um delas foi falar com as outras que aceitaram e ele ficou morando lá para o resto da vida, ainda, ele esta por ai imitando o canto dos outros pássaros.

 
Gabriel Garcia da Silva


 

 

O boi das aspas de ouro


O conto “O boi das aspas de ouro” é a história de um boi que era conhecido como o animal que trazia felicidade para quem o tivesse.

Um estancieiro muito solitário ao ficar sabendo disso comprou algumas terras e as cercou, desta maneira quando o boia apareceu foi facilmente capturado e para cuidar dele o velho contratou um menino e fez dele seu herdeiro já que pensava que não tinha família.

Após alguns dias chega ao rancho um homem e duas mulheres que alegam ser seus sobrinhos e que através do documento confirmam o que falaram.

O rapaz querendo ser o herdeiro manda suas irmãs mais velhas convencer o garoto a sacrificar o animal e lhe dar aspas, mas ambas fracassaram. O irmão mais velho ameaça a mais nova de que se não trazer os chifres bateria nela até matar.

A moça ao chegar onde ficava o boi contou toda a verdade para o gaúcho e o menino por pena matou o animal e lhe entregou as aspas.

Ao entardecer o estancieiro perguntou ao gaúcho como estava o animal e ele lhe respondeu que teve que matar o boi, por causa das ameaças contra a moça, o velho expulsou o menino e a irmã mais velha e o gaúcho ficou herdando e ficou com a jovem.

 
Breno venancio

O Uirapuru


Andando pela floresta, Marisa chamou todos bem baixinho. Que canto bonito quem esta cantando?

A tia Regina acabou escutando e ela disse:

- É Marisa esse canto é muito bonito. Duvido que um de vocês sabem quem é que está cantando?

- Eu sei , tia, eu sei- disse Carlinhos.

- É  a Iara, se escondam antes que ela pegue a gente.

Regina disse calma pessoal não é a Iara porque se fosse a Iara o canto seria mais bonito. Quem está cantando é o Uirapuru ele canta para os pássaros que ficam todos em volta dele.

E quando o Uirapuru morre ele serve de Talismã.

- O que é um talismã? Perguntou Sergio.

- É um objeto que se a pessoa acreditar ele dá sorte.

Regina chamou as crianças para ouvir o canto do uirapuru.

Depois de alguns momentos Regina conseguiu encontrar em um galho de uma árvore, disse:

- Vocês já sabem que aquele passarinho já foi uma índia?

Conta a lenda que tinha duas moças que eram muito amigas uma fazia uma coisa a outra fazia também.

Um dia, as duas estavam passeando pela aldeia e encontraram um cacique muito bonito. Elas viram que ele era atraente demais e começaram a gostar dele.

As duas falavam que conheceu um rapaz e que o mesmo não ligava para nenhuma das duas.

Cada dia que se passava as meninas se apaixonavam pelo cacique, um dia as duas resolveram confessar tudo e as duas disseram que gostava do cacique.

As duas resolveram fazer uma disputa e assim foi.

Ao perguntar para o cacique de quem ele gostava, ele respondeu que era das duas.

E então surgiu a ideia de um campeonato de flechas para ver quem acertava em um passarinho voando, para saber com quem casaria.

Só uma acertou direitinho, então o cacique se casou com ela e as outra moça ficou muito triste que ela chorou tanto que fez um pequeno riacho.

Então Tupã decidiu transformá-la em um pássaro, o Uirapuru.

Com o seu canto colocaria ordem nos pássaros e também poderia observar a amiga e o cacique.

O uirapuru canta quando sente tristeza e tem um canto fascinante.

 Kimberly

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O Quilombo dos Palmares


 

 
A partir do século XVII, os escravos que conseguiram fugir das fazendas e dos engenhos começaram a reunir-se em lugares seguros e alí ficavam vivendo em liberdade, longe de seus senhores. Estes lugares ficaram conhecidos por “quilombos” e seus habitantes, “quilombolas”.
No princípio para poder viver, os quilombolas praticavam assaltos ás fazendas e povoados mais próximos. Pouco a pouco, foram se organizando, cultivando a terra e trocando parte das colheitas por outras coisas de que precisavam.
Apesar dos inúmeros ataques que realizaram, os brancos não conseguiram arrasar os quilombos, como era sua intenção.
Os quilombos estavam bem reforçados, os negros eram corajosos e , ainda por cima, lutavam pela liberdade!
Os negros tinham uma desvantagem: estavam cercados. Enquanto os atacantes podiam conseguir reforços e munições de fora, principalmente contando com o interesse do governo, os quilombolas encontravam-se sozinhos e apenas podiam contar com o que possuíam.
Quando isto se deu, muitos negros fugiram para o sertão. Outros suicidaram-se ou renderam-se aos atacantes. Imaginem o destino dos que se renderam...
Como sabem, os nossos abolicionistas homens que lutavam para acabar com a escravidão no Brasil, não mediam sacrifícios para libertar e proteger os escravos.
Os abolicionistas trataram, então, de organizar refúgios seguros nas matas e nas serras, onde os fugitivos pudessem aguardar, em paz a hora da liberdade...
Que foi concedida pela princesa Isabel.

 

 Lucas Zaramello

 

 

 

 

 

Os fogos misteriosos


 

Conta a lenda que há muito tempo atrás tinha um fogueteiro que fazia as festas ficarem coloridas.
O nome dele era Gaudeci e mesmo depois de morto continua soltando o seu foguetório.
Gaudeci era apaixonado por fogos, ele fazia fogos lindos e também era o maior fogueteiro do mundo só ele sabia fazer aqueles lindos fogos. Ele fazia fogos de tudo quanto é jeito.
Mas Gaudeci tinha muitos inimigos entre eles o coronel Fabio.
Eu nunca vi tanto ódio na minha vida. Os dois não podiam se ver que já começavam a discutir.
E tudo começou por causa dos fogos.
O Coronel Fabio fazia muitas festas em suas terras.
E quando junho chegava a fazenda era a mais procurada, não havia quem não falasse bem dessa festa. Era uma das mais bonitas que já viram. O Coronel Fabio não gostava dos fogos.
Um dia o empregado do Coronel Fabio procurou por Gaudenci para contratar os seus serviços. Disse que o Coronel havia pedido.
Depois de muito insistir, Gaudeci acabou aceitando.
Ao chegar na festa, começou o fogueteiro , um mais lindo que o outro, todos feitos por ele.
O Coronel Fabio sempre ficava em sua varanda apreciando as festas, mas ao ver que Gaudeci estava la com os seus fogos se aproximou e puxou conversa.
- Ah , então resolveu vir nos prestigiar com os seus fogos?
Gaudeci ficou sem entender, pois havia ido a pedido do Coronel. Depois de discutirem chamaram o empregado que o havia convidado.
Mesmo ouvindo as desculpas do empregado Gaudeci e o Coronel continuaram discutindo.
E Gaudeci lhe prometeu vingança, que iria soltar fogos todas as noites até que o Coronel lhe fosse pedir perdão.
E mesmo depois de morto, se ouve os sons dos fogos no céu.

 Nicolly