quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Como surgiu a noite


Antigamente quando o mundo era bem novo, mas existiam animais e mas existia a noite, só existiam pessoas e plantas, e de tanta claridade as pessoas não descansavam direito e as plantas viviam murchas de tanto calor.

É que naquele tempo existiam uma cobra muito grande e que era feiticeira e só ela podia fazer a noite. Surgia, mas ela guardava a noite dentro de um coco de tucumã, que é uma palmeira fechada com Breu escondido. No fundo do rio a cobra gostava de dormir em um tronco grosso de uma árvore que morreu de tanto calor.

A cobra grande era muito egoísta gostava de ver as pessoas sofrendo no sol ardente, um dia um índio lhe implorou uma noite ela  negou ele foi embora cambaleando de tanto cansaço, as plantas vieram se rastejando até a cobra pedir a morte porque eles já estavam bem murchas, ela também negou.

No outro dia uma pobre arvore veio de longe até chegar no rio e com suas folhas todas murchas e suas raízes estavam gastas e pediu a cobra que lhe desse a noite, mais a cobra egoísta ninguém e disse que esse tesouro era só dela e não iria dividir com ninguém, a arvore de tão seca caiu sobre o rio,  cobra achou ruim porque a arvore iria atrapalhar o seu banho no rio, em um belo dia a cobra banhando nas águas correntes do rio que ele tanto gostava, o rio parou, a cobra ficou brava e ordenou que ele continuasse a correr, ele disse a ela que precisava da noite se não ele iria secar, a cobra disse á ele que não iria lhe dar a noite, mesmo gostando de tomar banho na água correntes, o rio resolveu a voltar a correr porque se ele ficasse parado sentia o Sol queimar mais.

A cobra depois de se banhar no rio foi se enrolar no tronco para se esquentar no sol.Essa cobra tinha uma filha jovem que se casou com um marido muito bom, e também já estava bem cansado de tanto trabalhar sem descansar, mas ele não gostava de reclamar. Mas ele só agüentou por mais um tempo.

A filha da cobra também era feiticeira e vendo o marido muito cansado ela ficou com muita pena dele, disse a ele sobre um segredo que sua mãe guardava e ele perguntou que segredo era esse, ela disse que sua mãe guardava a noite no fundo do rio dentro de uma palmeira fechada com breu.

E o marido da cobra era senhor de três escravos bem fortes e os mandou até a cobra grande para lhe pedir a noite para grande cobra á pedido da filha dela, então as arvores começaram a comemorar.

Chegando, La a cobra grande estava dormindo, um dos escravos lhe acordou e disse, sua filha pediu que para buscar á noite, pois sem marido estava muito cansado.

A cobra disse que, sendo sua filha ela não podia negar e pediu que os escravos esperassem, e assim ela foi buscar  coco de tucumã, e entregou a eles e disse á eles para não abrir se não rira ficar noite para sempre e que só sua filha tinha poderes para abrir e controlar a noite.

Assim eles retornaram ao caminho da jovem cobra, mas no meio do caminho um deles muito curioso, queria abrir o coco, e os outros não concordaram e pararam para descansar, e nisso saiu sons muito esquisitos do coco, era, sapinhos e outros bichos e ai eles resolveram fazer uma fogueira para derreter o breu e assim abriram  coco e ficou muito escuro e todos os bichos que estavam lá dentro saíram e o ar ficou cheio de pios, gritos e gemidos, e todas as coisas sem vida que tinha na floresta se transformaram em peixes, animais, aves e insetos.

A jovem cobra disse ao marido que seus escravos liberaram a noite, ele disse que eles eram muito obedientes, e ela disse e muito curiosos. O marido muito apavorado por causa da escuridão resolveu ir atrás de seus escravos que um destes se afogava o outro estava com nariz quebrado por ter caído e o outro por ter trombado na arvore.

E a jovem cobra disse ao marido que tinha um segredo que ela podia controlar o dia e a noite e assim ficou logo que encontrou os escravos, disse á eles que iriam pagar pela sua desobediência iriam ser transformados e macacos e assim aconteceu, viraram macacos que viviam em palmeiras atirando cocos para o chão.
Francis
 

 

 

 

 

 

Um sonho que virou realidade


Certa vez sonhei que estava sendo florista no casamento da minha tia Maria Aparecida, quando ela chegou no salão pra se casar eu fiquei com muita vergonha de jogas as flores. Eu pensei que se eu não fosse passaria mais vergonha ainda. Então eu entrei e todo mundo começou a bater palma, eu só não sei se era pra Noiva ou para as madrinhas que estavam entrando na minha frente. Eu sabia que não era pra mim aquelas palmas.

Quando eu ia tirar foto  com os noivos meu celular despertou e era hora de ir pra escola.

Eu fechei os olhos para ver se conseguia voltar ao sonho, mas não consegui.

O sonho se realizou, eu fui florista dela, depois comemos churrasco e fomos embora.

Quando cheguei em casa eu fiz um leite bem quente, peguei bolacha e fui comer e assistir tv. Depois fui tentar dormir mas a alegria era tanta que só fui dormir 00 horas e tive outro sonho.
Sara

O neguinho do pastoreio


Existia um menino muito pretinho que atendia pelo nome de Negrinho. Ele trabalhava para um estancieiro muito malvado e avarento.

Sempre dava um castigo para o pobre Negrinho. O castigo era uma surra de chibatadas e ficar pastoreando os cavalos sem dormir ou comer.

E assim iria o pobre Negrinho e como se não bastasse o estancieiro tinha um filho que adorava aprontar e colocar a culpa do Negrinho.

O estancieiro tinha um baio muito veloz e um dia ao discutir com um vizinho, apostou o seu baio era muito mais veloz do que o baio do vizinho.

Marcaram o dia da corrida e quem iria montar o baio, seria o Negrinho.

O pobre ficou apavorado, só em pensar que poderia perder e já sabia o castigo que ia receber.

Estava tudo indo muito bem, mas de repente  baio foi ficando para trás e o vizinho venceu a corrida.

O Negrinho ficou apavorado e saiu cabisbaixo. O estancieiro logo pediu para que ele fosse até lá. E sem pestanejar deu-lhe várias chibatadas o Negrinho estava praticamente morto, quase sem vida. O estancieiro o julgando morto pediu que o jogassem em um formigueiro, e em seu lugar, apareceu de pé o Negrinho ao lado da Virgem Maria, quem ele tinha como madrinha,

O estancieiro sem palavras ajoelhou-se e o Negrinho e a Virgem desapareceram.

O Negrinho montado no baio sumiu pelos pampas e nunca mais foi visto.
Leonardo Lima

A Salamandra do Jarau


Tia Regina e as crianças comeram um churrasco e foram descansar debaixo de uma carreta. Uma das crianças chamado Sérgio se levantou e foi dar uma volta, subia em um morro de pedras e começou a pegar algumas e jogá-las longe, quando apanhou uma pedra alguma coisa saiu correndo delas e ele correu e gritou assustado.

Tia Regina falou que era a salamandra do Jarau então resolveu contar a história da salamandra.

Há muito tempo atrás, mouros vindos da Espanha, trouxeram uma jovem princesa transformada numa velhinha para não ser reconhecida.

Um índio conhecido como Anhangá-pitão diabo para os índios transformou no guardião e guia da salamandra.

Para o guardião quebrar a mágica tinha algumas provas. Até que um apareceu um rapaz que venceu todas as provas.

Então o guardião levou o rapaz até a salamandra e ela se transformou na princesa e perguntou até a que ele queria como prêmio, e ele respondeu.

- Não quero nada, só queria competir.

O guardião ficou triste, pois assim a magia não seria quebrada.

Quando o rapaz estava indo embora o guardião lhe deu uma moeda de ouro e ele aceitou e o guardou na bolsa.

Com essa moeda mágica comprou muitas coisas e ficou rico. As pessoas começaram a se afastar do rapaz porque diziam que ele tinha parte com o diabo, pois o viram perto da lagoa.

Com o tempo as pessoas esqueceram-se disso.

O rapaz cansou de ser rico, pois tinha muitos compromissos e responsabilidades, então vendeu tudo o que tinha e voltou a ser livre. Guardou a moeda no fundo da bolsa e partiu a caminho da gruta. Chegando lá procurou o guardião e devolveu a moeda dizendo:

- Eu comprei muita coisa com essa moeda, rica eu era dono de alguma coisa, pobre o mundo inteiro é meu.

O guardião deu pulos de alegria, pois o encantamento tinha sido quebrado, e assim foi avisar a princesa.

O guardião dançou e cantou assim a salamandra se transformou na princesa, Pediu que o gaúcho se afastasse da lagoa, e começou a dançar. A lagoa ferveu e no meio dela a princesa e o guardião sumiram e voltaram para o seu tempo.
Maria Augusta

A filha do pescador


Há muito tempo em povoado os pescadores estavam desanimados, pois nada tinham para comer. Todas as vezes que iam para o mar, voltavam sem pesca nenhuma. As redes eram lançadas e retornavam vazias.

Um dia o pescador conversou com a mulher e disse que esperava ter uma pescaria no dia seguinte.

E assim que amanheceu ele saiu como sempre para sua pescaria, quando de repente surgi do fundo do mar um peixe de ouro que fala com ele.

O pescador lhe fez um pedido, que não faltasse mais peixes em sua rede. O peixe disse que atenderia o pecado desde que ele lhe desse em troca, a primeira coisa que visse ao chegar a casa.

O pescador aceitou porque sempre quem aparecia primeiro era o cachorrinho Carvão.

Eis que desta vez a primeira pessoa que viu foi sua filha.

O pescador ficou muito triste e os dias foram passando e ele ate achou que o tal peixe tivesse se esquecido do acordo.

Certa noite, o pescador e sua família acordaram assustados e foram para fora ver do que se tratava o barulho que ouviram.

Era uma onda gigantesca que ia matar a todos, caso ele não cumprisse a promessa. E assim foi a menina se atirou no mar, e ninguém conseguiu encontrá-la.

Passados alguns anos, ela veio visitar os pais e lhes contou que o peixe era um moço, mas ela não podia vê-lo, pois sempre aparecia quando era bem escuro e ela vivia em um caramujo muito grande.

A mãe lhe deu um fósforo e uma vela e disse a filha para acender e assim veria o tal moço.

A moça obedeceu a mãe, mas ao acender a vela, o moço ficou enfurecido e disse que agora ela deveria esperar por mais sete anos até acabar o feitiço.

E assim foi ao passar os sete anos ele voltou como um lindo moço e os dois puderam sair do mar e foram morar com os pais da moça e viveram muito felizes.

 Sara

 

O Paraíso dos insetos


No principio, havia umas terras bem longe, quase fora do mundo, e o pessoal as chamavam de “ O paraíso dos insetos” essas terras eram muito grandes, porém, ninguém entrava e tomava aquelas terras, pois ninguém nem chegava lá perto.

Um dia um homem, que se chamava “Inácio”, que vivia vagando e viajando pelo mundo, foi parar no “Paraíso dos insetos”. Ele conheceu muitos insetos, mas a melhor amiga dele foi a “Borboleta”. A borboleta ajudava em tudo , mas um dia ele resolveu fazer uma coisa , mas era uma coisa que ele nem deveria ter pensado em fazer, ele prometeu para sua amiga á “Borboleta”, que derrotaria a enorme fera do “ Paraíso dos insetos”, sabe quem era?

Era a “Aranha”, ou seja, o “Monstro” do “Paraíso dos insetos”. Ele riu na hora que ouviu a Borboleta falar da “Aranha”, mas quando ele a viu de verdade, ele saiu correndo de medo e fugiu do “Paraíso dos insetos”. Depois de um tempo que ele havia fugido, ele achava que ninguém o ia encontrar, mas, no meio de seu passeio, uma surpresa aconteceu, aquela sua amiga a “Borboleta” o encontrou e ele fugiu desesperado.
Vitória

A lenda do Bandeirantes


Pequenos Bandeirantes estavam no mato, tia Regina sendo o líder abriu o caminho com a vara e comentou que eles pareciam os primeiros a passear por ali, um dos pequenos exclamou que a qualquer momento poderia aparecer um índio ou uma onça, outro deles comentou que estava se sentindo um verdadeiro Bandeirante, mas a líder comentou que nem podia comparar com os verdadeiros Bandeirantes, eles eram apenas pequenos Bandeirantes.

Andaram nem cinco minutos e estavam cansados tia Regina propôs uma soneca, Marisa que era uma das Bandeirantes protestou e disse que eles não foram lá pra dormir, as outras crianças também protestaram. Mas a tia Regina disse que todos deviam descansar pois eles já haviam feito o suficiente e que eles poderiam ficar sentados ali desbravando o sertão, só um deles concordou com a ideia. Um dos bandeirantes deu a ideia de ficar ali e ouvir tia Regina contar história de Bandeirantes, tia Regina não gostou muito não mas foi intimada, ou ela contava a história ou iam andar mais, ela teve que concordar em contar a história.

E ela começou a história que todos os pequenos deviam muito aos bandeirantes citando alguns nomes “Antonio Raposo, Fernão Dias, Bartolomeu Bueno, Borba Gato...”

A vida dos Bandeirantes foram cheia de aventuras eles eram tão corajosos que gerou lendas. Tem uma por exemplo, Borba Gato, dizem que ele viveu tanto tempo na selva que ficou feio que nem sua família quis recebê-lo em casa.

Uma das crianças perguntou porque eles também não ficaram diferentes.

E assim tia Regina deu uma risada e continuou a contar a história, um dos fatos ocorridos na vida de Borba foi que ele estava sendo acusado por um crime que não cometeu, por isso ele foi viver na selva como selvagem.

Borba participou do famoso Bandeira que seu sogro organizou para ir em busca das preciosas esmeraldas, ele era genro de Fernão Dias que foi o que convenceu guardando minas de ouro que descobriram em Minas Gerais, mas, Fernão Dias não se deu por satisfeito  e foi a procura das esmeraldas, e logo avisou que se aparecesse alguém enviado do rei de Portugal reclamando da posse das minas, mas sem violência para não os prejudicar.

Borba tranquilizou Fernão aliás , que partiu tranquilo.

Depois de alguns dias, Borba estava descansando, quando viu vários homens todos armando, indo na sua direção, e o chefe se apresentou e já foi perguntando se ele era Fernão Dias. Borba disse que não, e que Fernão estava ausente e que o deixara encarregado de tomar conta de suas minas.

Logo Don Rodrigo, chefe do bando zombou dele, e falou que aquelas minas era do rei de Portugal, e também disse que é crime deixar as minas nas mãos de aventureiros.

Borba ficou irritado, mas se conteve e Don Rodrigo lhe deu um prazo para eles se desapossarem das minas.

Borba queria conversar, mas os dois estavam armados, e o que era perigoso, então eles fizeram um acordo que eles teriam que deixar suas armas e levar alguns de seus homens junto para outro lugar para entrarem em acordo. Assim foi feito.

Eles estavam conversando até que se desentenderam e um dos homens de Borba com medo de Don Rodrigo o matar foi e lhe deu um tiro certeiro Borba com medo do que iam fazer com ele, apesar dele não ter matado Don Rodrigo , ele que ia ter que pagar, pois ele era o chefe, então desesperadamente fugiu abandonando todos, enquanto os homens de Don Rodrigo chamavam reforços.

Borba ficou vários dias na mata sozinho, até ser capturado por um grupo de índios, mas conseguiu escapar, graças ao conhecimento adquirido na selva.

Os índios o convidou para morar com eles, muito agradecido Borba aceitou.

E Borba passou a viver com a tribo, e foi muito útil aos índios por causa de seu conhecimento.

Ele estava feliz com seus amigos estava triste e com saudade de sua família. Mas não podia voltar para casa se não seria aprisionado, então continuou morando com os índios.

Mas depois de algum tempo, ele estava sentindo tanta falta de sua gente que estava conversando com os pássaros achando que era seus filhos e sua mulher, e começou a sofrer transformação com barbas cor de pele...

Então chegou que estava na hora de voltar para sua casa. Mesmo sabendo que seria preso. Ele seguiu seu rumo a sua casa.

Borba tomou chuva, até chegar em seu destino, e quando chegou, todos corriam dele com medo. E ele foi para sua casa, mas ninguém o reconheceu, nem mesmo seus filhos e sua mulher, ele estava irreconhecível. Os moradores espancaram, e ele com medo, e triste voltou, e ali viveu sozinho desiludido, foi onde ele passou o resto de sua vida.

Ninguém nem se preocupou a entender seus sentimentos só o julgaram pela aparência exterior.

 
Camila