quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A cidade subterrânea


Conta a lenda, que uma princesa inca começou a gostar de um dos oficiais espanhóis invasores, e ele, por sua vez, também começou a gostar da princesa també.

Ninguém era a favor do namoro, decidiram fugir de madrugada.

Escolheram a cidade brasileira Diamantina para se estabelecer. Decidiram construir uma cidade nas montanhas, seria um império subterrâneo, assim não seriam descobertos.

Todos acharam a ideia maravilhosa e puseram-se a construir a tal cidade subterrânea. Trabalharam incansavelmente e o mais rápido possível, pois temiam ser encontrados por seus perseguidores.

Assim que terminaram, passaram a morar na cidade o casal e os súditos, só saiam de lá para caçar, pescar e colher frutas e sempre tinha alguns guardas de prontidão.

Quando o palácio ficou pronto a princesa e o oficial se casaram. Ao escavar para construir a cidade, encontraram muitas pedras preciosas e assim puderam enfeitar o casamento com pedras preciosas e iluminar tudo com tochas.

Ao iluminar com as tochas as luzes refletiam nas pedras preciosas e formava uma aura fantástica. O chão fora atapetado de flores verdes e macias para abafar os passos. Tudo parecia um sonho.

Formaram no subterrâneo um grande império.

Com o passar dos anos, este estranho povo desapareceu. Diamantina foi construída e ninguém sabe ao certo se houve ou não esse império, ou se é apenas uma lenda.
Bruno

O primeiro gaucho


Sérgio descobriu umas boleadeira no galpão e mostrou as a Carlinhos, explicando:

- Já me informei: boleadeiras são um tipo de laço ou arma, formada por três cordinhas de couro ligadas entre si, tendo em cada ponta uma bola feita de pedra ou pedaços de ferro. Quer ver como funcionam- continuou Serginho. Corra!

- Vai ver como consigo acertar bem nas suas pernas!

Carlos disparou e o inimigo começou a girar a boleadeira,

Tia Regina veio correndo e disse:

- Parem querem se machucar, isso não é coisa para crianças isso quem usavam eram os gaúchos.

Vou contar como foi.

Os índios usavam as boleadeiras, um dia os índios fizeram uma festa e acenderam fogueira em toda parte, e os bandeirantes que passavam por ali em busca de ouro e prata e precisavam de escravos para ajudar no trabalho quando viram a fumaça e disseram são os índios, vamos escravizá-los , e um dos índios avistou os bandeirantes e avisou a tribo o chefe bolou um plano, levou os cavalos e se esconderam atrás dos cavalos e quando os bandeirantes viram os cavalos acharam que eram cavalos selvagens e se aproximaram e, quando os índios acharam que já estavam em uma distancia jogaram boleadeiras deles, muitos escaparam alguns morreram e um deles estava caído todo machucado, e índios acharam melhor matá-lo para pagar por todos os bandeirantes que escaparam.

Mas como os índios não tinham costumes de matar gente machucada deixaram ele melhorar enquanto ele melhorava ele conheceu a filha do chefe e eles se apaixonaram chegada a hora do sacrifício a filha do chefe implorou a ele que não o matasse e o chefe disse:

- Se fosse só por mim ele não morreria, mas tem os outros chefes.

Então ele resolveu fazer uma reunião.

Estava decidida a morte do garoto ele veio e tocou uma musica e os índios chefes ficaram curiosos e saíram para saber quem  estava tocando e quando viram que era o garoto foi decidido que ele não ia morrer e um tempo depois ele se tornou um dos chefes.

Diz a lenda que enquanto ouviram as tristes canções exclamavam:

- Gaú-che! Gaú-che!- que significa gente que canta triste. Desta expressão indígena teria vindo a palavra gaúcho.
Matheus

O gavião e a raposa


Há muito tempo, o Gavião saiu a procura de comida, estava com muita fome. Já procurava o que comer a alguns dias.

Quando já estava desanimado encontrou um queijo. O pegou e se pôs a voar, mas sem que esperasse, deixou-o cair. Eis que lá embaixo estava uma raposa também faminta, e pensou ao ver  o queijo caindo que era um presente do céu.

O Gavião desceu rapidinho e ao ver que a raposa de apoderava do queijo, disse que era seu. A raposa afirmava ser dela e começaram a discutir.

Então a raposa teve a ideia de levar o queijo para o juiz, para que ele resolvesse aquela situação.

O gavião subiu nas costas da raposa que levou o queijo em sua boca.

Ao chegarem até o juiz o senhor guaxinim esse disse que precisava receber pelos serviços, como nenhum dos dois tinham com o que pagar, decidiram-lhe dar um pedaço do queijo. Assim de barriga cheia o guaxinim e macaco ( seu ajudante) puseram-se a pensar em uma maneira de decidir a questão.

O macaco trouxe a balança da justiça e dividiu o quejo em partes desiguais e para igualar retirou um pedaço e deu ao juiz que o saboreou. E assim fazendo,  dividindo as partes e comendo.

O Gavião e a raposa iam ficando cada vez mais aflitos ao ver que o queijo ia desaparecendo.

E assim foi até acabar com todo o queijo. Depois de algum tempo ao perceber que o queijo havia se acabado a raposa e o gavião disseram:

- E o nosso queijo?

O guaxinim respondeu:

- Quem tem coisa de pouco valor, pessoalmente resolve a questão.

Despachando em seguida os dois infelizes.
joão Otávio

Mitologia afro-brasileira


O livro de que eu vou falar é sobre Mitologia afro-brasileira, os orixás mais importantes são: Xangô, Exu, Iansã, Oxum, Iemanjá, Oxossi, Oxumará, já estava me esquecendo de Ogum, Omulu e Oxalá.

Xangô e Orixá tinham o poder do trovão e do raio convidou os outros orixás para almoçar la na casa dele no céu. Só faltou Xangô.

Ninguém sabia de Xangô.

Quando começou a trovejar a relampiar e de repente apareceu a figura de Xangô vestido de vermelho e branco.

Iansã divindade dos ventos e das tempestades viu os raios de Xangô  e provocou um temporal daqueles. O Xangô que estava fora do palácio foi para dentro:

- O que é isso gente, o que acontecendo cadê Oxumaré?

- A chuva que nós provocamos esta muito forte que precisamos de ajuda para poder parar.

Oxumaré tinha os poderes do arco-íris . Era tanto a chuva que os Orixás que lá estavam começaram a gritar bem alto:

- Oxumaré, Oxumaré.

- Olhem! Oxumaré vem vindo!

Oxumaré vinha vindo no arco-íris, quando Xangô perguntou a Oxumaré:

- Você trouxe água da terra?

Ele respondeu:

- Eu não, deu uma chuva tão forte pensei que não precisavam de água.

- Eu só quero água da Terra.

Ouve aquela discussão porque, Xangô não queria água do palácio que era perto do Sol.

Oxumaré saiu por contra gosto da festa para buscar água do meio do arco-íris encontrou Oxim que é a divindade do rio e das fontes que ajudou ele a trazer a água para o palácio de Xangô.

Com a ajuda de Oxum eles conseguiram chegar antes da festa acabar estava tão quente que ninguém aguentava eles jogaram a água e refrescaram tudo.

Todo mundo começou a dançar, os cantos ficaram ainda mais suaves, comeram, beberam se refrescaram.

Eles ouviram um barulho de ondas era Iemanjá que tinha a força de sereia e perguntou Xangô:

- Porque demorou tanto

- Se não fosse aquela chuva forte

Xangô e Iansõ olhou um para o outro pensando na tempestade de agora a pouco.

Estava todo mundo conversando quando a musica silenciou era Oxalá, a divindade da criação e o maior de todos os Orixás.

A rainha do mar é bondosa e deixa as pessoas pescar.

- Nunca é bom falar assim.

Depois de alguns dias os pescadores estavam preparando para ir pescar.
Fernanda

O Anhanguera


Anhanguera significa “Diabo Velho”, na época em que os bandeirantes não mediam forças e sacrifícios para encontrar ouro e pedras preciosas. Graças a esses homens o Brasil teve as suas fronteiras aumentadas.

Entre esses homens, tinha Bartolomeu Bueno da Silva, sua cara era de meter medo e era chamado de feio.

Já tinha 70 anos quando saiu de São Paulo e foi para Minas Gerais.

Conseguiu apossar-se de inúmeras minas de ouro. Travou Guerra dos Emboabas, lutou contra os portugueses e brasileiros.

Depois resolveu sair de Minas Gerais e foi para Goiás a procura de uma mina de ouro chamada Mina dos Martirios.

Sua coragem animava o que o acompanhava.

Ao chegar em Goiás se deparou com um grupo de índios que não permitiram sua entrada.

Bartolomeu acampou ali perto e ficou pensando numa maneira de passar.

Então resolveu chamar os índios e falou que se eles não o deixassem passar colocaria fogo nas águas , secaria lagos e rios e eles morreriam de sede.

Alguns índios ficaram assustados. O cacique refletiu chamou o Pajé que disse que se Tupã tivesse dado esse poder teria dado a ele.

O cacique disse ao seu povo que não tinham nada a temer.

Como o Bartolomeu não recebeu nenhum índio, chamou os seus homens e encheu uma guampa com pólvora e encostando e água pos lhe fogo. Os índios tiveram impressão que o fogo vinha de dentro da água e ficaram horrorizados.

Os índios pediram-lhe para não secar a água e passaram a ver nele um ser sobrenatural e deram lhe o apelido de Ahanguera que significa “Diabo Velho”.

Ele não conseguiu encontrar a tal Mina dos Martirios, mas encontrou outras minas.
Livia
 

 

Como surgiram os diamantes


Conta a lenda que os diamantes são pedaços de uma árvore sagrada para os índios puris , a Acaiaca.

Aconteceu no tempo em que o ouro era o principal objetivo, além de escravizar os índios.

Os bandeirantes agiam sempre da mesma maneira e todos os índios se preocupavam com eles.

Certa vez os índios puris viram os bandeirantes acampados perto do local onde viviam. Então resolveram se concentrar numa colina onde se erguia a Acaiaca. Ela representava a Vida e dela recebiam as forças necessárias.

Os bandeirantes resolveram atacar os índios quando foi surgindo que fosse feito um acordo, poderiam dividir o ouro.

Apareceu um mestiço que acabou traindo a confiança de seu povo e entregou o segredo da grande arvore aos bandeirantes.

Os bandeirantes cortaram a árvore e dali surgiu os diamantes.
Kaic

Como surgiu a noite


Antigamente quando o mundo era bem novo, mas existiam animais e mas existia a noite, só existiam pessoas e plantas, e de tanta claridade as pessoas não descansavam direito e as plantas viviam murchas de tanto calor.

É que naquele tempo existiam uma cobra muito grande e que era feiticeira e só ela podia fazer a noite. Surgia, mas ela guardava a noite dentro de um coco de tucumã, que é uma palmeira fechada com Breu escondido. No fundo do rio a cobra gostava de dormir em um tronco grosso de uma árvore que morreu de tanto calor.

A cobra grande era muito egoísta gostava de ver as pessoas sofrendo no sol ardente, um dia um índio lhe implorou uma noite ela  negou ele foi embora cambaleando de tanto cansaço, as plantas vieram se rastejando até a cobra pedir a morte porque eles já estavam bem murchas, ela também negou.

No outro dia uma pobre arvore veio de longe até chegar no rio e com suas folhas todas murchas e suas raízes estavam gastas e pediu a cobra que lhe desse a noite, mais a cobra egoísta ninguém e disse que esse tesouro era só dela e não iria dividir com ninguém, a arvore de tão seca caiu sobre o rio,  cobra achou ruim porque a arvore iria atrapalhar o seu banho no rio, em um belo dia a cobra banhando nas águas correntes do rio que ele tanto gostava, o rio parou, a cobra ficou brava e ordenou que ele continuasse a correr, ele disse a ela que precisava da noite se não ele iria secar, a cobra disse á ele que não iria lhe dar a noite, mesmo gostando de tomar banho na água correntes, o rio resolveu a voltar a correr porque se ele ficasse parado sentia o Sol queimar mais.

A cobra depois de se banhar no rio foi se enrolar no tronco para se esquentar no sol.Essa cobra tinha uma filha jovem que se casou com um marido muito bom, e também já estava bem cansado de tanto trabalhar sem descansar, mas ele não gostava de reclamar. Mas ele só agüentou por mais um tempo.

A filha da cobra também era feiticeira e vendo o marido muito cansado ela ficou com muita pena dele, disse a ele sobre um segredo que sua mãe guardava e ele perguntou que segredo era esse, ela disse que sua mãe guardava a noite no fundo do rio dentro de uma palmeira fechada com breu.

E o marido da cobra era senhor de três escravos bem fortes e os mandou até a cobra grande para lhe pedir a noite para grande cobra á pedido da filha dela, então as arvores começaram a comemorar.

Chegando, La a cobra grande estava dormindo, um dos escravos lhe acordou e disse, sua filha pediu que para buscar á noite, pois sem marido estava muito cansado.

A cobra disse que, sendo sua filha ela não podia negar e pediu que os escravos esperassem, e assim ela foi buscar  coco de tucumã, e entregou a eles e disse á eles para não abrir se não rira ficar noite para sempre e que só sua filha tinha poderes para abrir e controlar a noite.

Assim eles retornaram ao caminho da jovem cobra, mas no meio do caminho um deles muito curioso, queria abrir o coco, e os outros não concordaram e pararam para descansar, e nisso saiu sons muito esquisitos do coco, era, sapinhos e outros bichos e ai eles resolveram fazer uma fogueira para derreter o breu e assim abriram  coco e ficou muito escuro e todos os bichos que estavam lá dentro saíram e o ar ficou cheio de pios, gritos e gemidos, e todas as coisas sem vida que tinha na floresta se transformaram em peixes, animais, aves e insetos.

A jovem cobra disse ao marido que seus escravos liberaram a noite, ele disse que eles eram muito obedientes, e ela disse e muito curiosos. O marido muito apavorado por causa da escuridão resolveu ir atrás de seus escravos que um destes se afogava o outro estava com nariz quebrado por ter caído e o outro por ter trombado na arvore.

E a jovem cobra disse ao marido que tinha um segredo que ela podia controlar o dia e a noite e assim ficou logo que encontrou os escravos, disse á eles que iriam pagar pela sua desobediência iriam ser transformados e macacos e assim aconteceu, viraram macacos que viviam em palmeiras atirando cocos para o chão.
Francis